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Macaé

Empresa de Macaé consegue barrar aumento de imposto após reforma tributária

Liminar impede alta automática de 10% e pode incentivar outras empresas a recorreremx'

  •  Da Redação
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Uma empresa de Macaé conseguiu na Justiça suspender um aumento de impostos que passaria a valer a partir de 2026, após mudanças trazidas pela reforma tributária. A decisão impede que a E7 Aurum Tax e Finance Ltda seja obrigada a pagar cerca de 10% a mais em tributos, mesmo sem ter registrado aumento de faturamento ou de lucro.

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A E7 Aurum atua na prática como consultoria tributária e financeira, prestando serviços de orientação e planejamento fiscal para outras empresas. Ou seja, seu trabalho é justamente analisar impostos, enquadramentos tributários e estratégias legais para reduzir riscos e custos na gestão financeira dos clientes.

O aumento questionado surgiu após alterações na legislação aprovadas no fim de 2025, que mudaram a forma de cálculo dos impostos das empresas enquadradas no regime de lucro presumido. Com a nova regra, a carga tributária passou a subir automaticamente já no início do ano, sem período de transição ou adaptação.

Na prática, milhares de empresas foram surpreendidas com um aumento imediato de impostos, o que afetou diretamente o caixa e o planejamento financeiro. Diante desse cenário, a E7 Aurum decidiu recorrer à Justiça para evitar pagar mais tributos sem qualquer crescimento real da empresa.

A liminar foi concedida pela juíza federal Renata Cisne Cid Volatão, da 1ª Vara Federal de Resende (RJ). A decisão suspende a aplicação do novo cálculo e permite que os impostos continuem sendo cobrados com base nas regras anteriores à reforma.

O regime de lucro presumido é um dos mais utilizados no país, especialmente por empresas de serviços, comércio e do setor imobiliário. Estima-se que mais de 1,5 milhão de empresas adotem esse modelo, o que faz com que a decisão seja acompanhada com atenção por empresários e especialistas da área.

Embora a liminar valha apenas para o caso específico da empresa, a decisão é vista como um precedente importante e reacende o debate sobre a falta de previsibilidade e de regras de transição na aplicação da reforma tributária, especialmente quando mudanças impactam diretamente os custos das empresas.

ATUALIZADO ÀS 17h02  •  Da Redação — Produzido pela equipe de jornalismo em regime de plantão do portal NF10. Especializado em fatos urgentes, cotidiano, clima, trânsito e utilidade pública, com responsabilidade e agilidade em informar.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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