
O Memorial da Pandemia foi inaugurado nesta terça-feira, dia 7, na cidade do Rio de Janeiro como forma de homenagear as mais de 700 mil vítimas da Covid-19 no Brasil. O espaço foi instalado no prédio do Centro Cultural do Ministério da Saúde, que passou por obras de recuperação e foi reaberto ao público após quase quatro anos fechado, com investimento aproximado de R$ 15 milhões.
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A iniciativa, coordenada pelo Ministério da Saúde, tem como objetivo preservar a memória da pandemia e ampliar o debate público sobre os impactos sanitários, sociais e políticos da crise. O memorial também integra ações voltadas à valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) e à defesa da ciência como ferramenta central no enfrentamento de emergências de saúde pública.
O negacionismo custou vidas, afirmou ministro da Saúde Alexandre Padilha.
Entre os principais elementos do espaço estão instalações digitais com os nomes das vítimas, acompanhados de informações como idade e cidade de origem. O memorial também conta com uma estrutura artística em alumínio naval, formada por quatro silhuetas humanas de mãos dadas, simbolizando a união da sociedade diante da pandemia.
Durante a cerimônia de inauguração, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou o impacto da pandemia e criticou a condução de políticas públicas no período.
Preservar essa memória é essencial para que o Brasil nunca mais repita esse erro, comentou ministro da Saúde Alexandre Padilha.
Acervo digital e exposição itinerante
Além da estrutura física, foi lançado o Memorial Digital da Pandemia, desenvolvido em parceria com instituições como a Universidade Estadual de Campinas e a Organização Pan-Americana da Saúde. O acervo virtual deve dar origem a uma exposição itinerante que passará por seis capitais brasileiras entre maio de 2026 e janeiro de 2027, com início em Brasília e encerramento no Rio de Janeiro.
A programação inclui ainda a exposição “Vida Reinventada”, prevista para junho no Centro Cultural do Ministério da Saúde, com proposta de abordar as respostas da sociedade à pandemia a partir da relação entre memória, ciência, arte e justiça. O conjunto das ações busca consolidar o memorial como referência nacional na preservação da história da Covid-19 e na reflexão sobre seus desdobramentos.
