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Meio Ambiente

Calor extremo deve atingir 3,8 bilhões de pessoas no mundo

Brasil está entre os países que mais serão afetados e pesquisa científica alerta para os riscos à saúde pública

  •  Da Redação
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Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Um estudo científico divulgado por organismos internacionais alerta que cerca de 3,8 bilhões de pessoas poderão ser diretamente impactadas por calor extremo até o ano de 2050, caso o ritmo atual do aquecimento global seja mantido. O número representa quase metade da população mundial e reforça a urgência de ações para mitigação das mudanças climáticas e adaptação das sociedades aos novos cenários ambientais.

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A pesquisa analisou projeções de temperatura média global e a distribuição populacional em diferentes regiões do planeta. Segundo os pesquisadores, áreas que hoje apresentam clima considerado adequado à vida humana tendem a se tornar progressivamente mais quentes, ultrapassando limites térmicos associados à saúde e à segurança alimentar.

O estudo aponta que regiões da África, Oriente Médio, Sul da Ásia e partes da América Latina estão entre as mais vulneráveis, com possibilidade de registrar longos períodos de calor intenso, escassez de água e queda na produtividade agrícola. Grandes centros urbanos também aparecem como pontos críticos, devido ao efeito de ilhas de calor e à concentração populacional.

De acordo com os cientistas, a exposição prolongada a temperaturas extremas aumenta significativamente o risco de doenças cardiovasculares, problemas respiratórios, desidratação e mortalidade precoce, especialmente entre idosos, crianças e populações em situação de vulnerabilidade social. Além disso, o calor excessivo pode comprometer a capacidade de trabalho ao ar livre e pressionar sistemas de saúde e energia.

Nossas descobertas devem funcionar como um alerta. Ultrapassar o limite de 1,5ºC de aquecimento terá um impacto sem precedentes em tudo, da educação à saúde e da migração à agricultura, alerta Radhika Khosla, um dos líderes da pesquisa da Oxford.

Os autores do levantamento ressaltam que o cenário mais grave poderá ser evitado caso haja redução significativa das emissões de gases de efeito estufa e adoção de políticas globais alinhadas às metas do Acordo de Paris. Medidas como transição energética, planejamento urbano sustentável e investimentos em adaptação climática são citadas como essenciais.

O estudo reforça que, sem mudanças estruturais, bilhões de pessoas poderão passar a viver fora da chamada “zona climática segura”, conceito que define condições ambientais nas quais a humanidade se desenvolveu ao longo de milênios. O alerta coloca o aquecimento global como um dos maiores desafios sociais, econômicos e humanitários das próximas décadas.

ATUALIZADO ÀS 13h37  •  Da Redação — Produzido pela equipe editorial e direção do portal NF10. Atuamos com apuração rigorosa, checagem de fatos e atualização constante para garantir informação precisa, confiável e relevante para todos.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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