A redução da sensação de sede durante o inverno pode levar muitas pessoas a diminuÃrem o consumo de água sem perceber. O hábito, comum nos dias mais frios, aumenta o risco de desidratação e favorece o surgimento de diversos problemas de saúde, especialmente relacionados aos rins e ao funcionamento do organismo.
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Mesmo com a menor transpiração caracterÃstica da estação, a hidratação continua sendo indispensável. Segundo o médico Marcelo Tiago, a falta de água no organismo pode provocar sintomas como cansaço, sonolência, tontura, dor de cabeça, pele ressecada, irritação das mucosas nasais, alterações cardÃacas e piora do funcionamento intestinal. Além disso, a desidratação aumenta as chances de desenvolver infecções urinárias e cálculos renais.
Um dos principais indicativos de que o organismo precisa de mais água é a cor da urina. Quanto mais escura ela estiver, maior a probabilidade de que a ingestão de lÃquidos esteja abaixo do ideal.
Como orientação geral, especialistas recomendam que a quantidade diária de água seja calculada multiplicando o peso corporal por 35 mililitros. Assim, uma pessoa com 80 quilos, por exemplo, deve consumir cerca de 2,8 litros de água por dia, podendo haver variações conforme idade, condições de saúde e nÃvel de atividade fÃsica.
Para facilitar esse hábito durante o inverno, a nutricionista Rousali Freitas orienta manter uma garrafa de água sempre por perto, estabelecer metas de consumo ao longo do dia e incluir alimentos ricos em água na alimentação, como frutas, além de chás sem açúcar e sopas.
Embora as temperaturas mais baixas reduzam a vontade de beber água, especialistas reforçam que manter a hidratação é uma medida simples e fundamental para preservar o bom funcionamento do organismo e prevenir complicações que podem ser agravadas justamente nesta época do ano.

