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Rio de Janeiro

Ministério Público garante atendimento a pacientes com autismo na Unimed

TAC obriga operadoras a autorizar tratamentos, criar canal direto e resolver pendências com usuários

Foto: Divulgação
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O atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outros transtornos do desenvolvimento passa a ser garantido após um acordo firmado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro com a Unimed do Brasil e a Unimed Ferj. O termo estabelece que os pacientes não poderão mais ter tratamentos negados e terão acesso facilitado aos serviços, com novas regras de atendimento e prazos definidos.

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O compromisso foi assinado nesta terça-feira, dia 31, após uma série de denúncias de usuários que relataram negativas de cobertura, demora na autorização de terapias e dificuldades no reembolso de despesas. A iniciativa partiu do MPRJ para garantir que os beneficiários tenham acesso efetivo aos tratamentos indicados por médicos.

Na prática, o acordo determina mudanças diretas no atendimento ao usuário. Entre os principais pontos, está a obrigatoriedade de criação, em até 30 dias, de um canal exclusivo de atendimento para pacientes e clínicas, com número de protocolo para acompanhamento das solicitações. A medida busca dar mais transparência e permitir que o consumidor acompanhe cada etapa do pedido. As operadoras também terão que apresentar um plano estruturado de atendimento voltado ao autismo e outros transtornos do desenvolvimento, com definição clara de fluxos, diagnóstico e tratamento baseados em evidências médicas. Além disso, deverão fazer um levantamento completo de pedidos de reembolso pendentes e garantir o acesso aos tratamentos prescritos.

O descumprimento das medidas pode gerar multa diária de R$ 10 mil.

O acordo ocorre em meio a críticas recorrentes envolvendo a rede Unimed, sobretudo no estado do Rio de Janeiro, especialmente relacionadas à dificuldade de acesso a terapias para pessoas com TEA — como sessões de fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento multidisciplinar. Famílias vinham relatando entraves burocráticos e negativas que acabavam atrasando o início ou a continuidade dos tratamentos.

Além do MPRJ e das operadoras, participaram das discussões representantes da Agência Nacional de Saúde Suplementar, da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro e da Comissão de Defesa do Consumidor da Alerj.

blur_on   TUDO SOBRE
Alysson Nogueira —  Diretor de Redação do NF10. Jornalista e comunicador apaixonado por histórias que conectam pessoas, instituições e comunidades.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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