O governo interino do Estado do Rio de Janeiro terá que apresentar uma série de informações e documentos sobre exonerações em massa, auditorias em contratos públicos e investigações envolvendo órgãos estaduais. O pedido foi encaminhado pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, ao governador em exercício, Ricardo Couto de Castro, em meio ao aumento da pressão sobre a administração estadual.
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No ofício enviado na quarta-feira, dia 20, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro afirma acompanhar “com atenção e preocupação” as notícias sobre possíveis irregularidades na gestão pública e diz considerar necessária uma análise técnica e jurídica dos fatos.
Entre os principais pontos citados estão a exoneração de aproximadamente 2.500 servidores comissionados sob suspeita de serem “funcionários fantasmas”, auditorias em mais de 6.700 contratos públicos estaduais que somariam mais de R$ 81 bilhões e a revisão de processos administrativos classificados como sigilosos.
O documento também menciona investigações envolvendo o RioPrevidência, a Cedae, além de apurações relacionadas ao Grupo REFIT e possíveis loteamentos políticos em secretarias e autarquias estaduais.
Outro ponto destacado envolve possíveis irregularidades e ingerências na Secretaria de Estado de Fazenda, incluindo informações ligadas a investigações conduzidas pela Polícia Federal e processos administrativos disciplinares instaurados recentemente.
No ofício, o procurador-geral de Justiça afirma que, até o momento, não houve comunicação formal ao órgão contendo documentação técnica sobre auditorias internas, medidas cautelares, identificação de responsáveis ou indícios de dano ao erário.
O Ministério Público também cita um possível rombo financeiro estimado em R$ 20 bilhões, atribuído à má gestão, contratações irregulares, desvio de finalidade de recursos públicos e déficits fiscais.
Diante do cenário, foram requisitados ao governo estadual relatórios da Controladoria-Geral do Estado sobre contratos investigados, lista de servidores exonerados desde março de 2026, informações sobre contratos suspensos ou rescindidos e documentos ligados às investigações envolvendo a RioPrevidência, a Cedae e a Secretaria de Fazenda.
O pedido inclui ainda informações sobre medidas adotadas após as operações “Sem Refino” e “Barco de Papel”, além da identificação de agentes públicos citados em relatórios da Polícia Federal e eventuais providências administrativas tomadas pelo Estado.

