A produção industrial brasileira voltou a crescer no inÃcio de 2026, mas o cenário ainda é considerado desafiador para o setor. Segundo análise da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), a indústria registrou alta de 1,8% em janeiro em relação ao mês anterior, interrompendo uma sequência de quatro meses de desempenho fraco, perÃodo em que acumulou queda de 2,5%.
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Apesar do resultado positivo, a atividade industrial ainda opera em um nÃvel significativamente abaixo do seu auge histórico. Atualmente, a produção está cerca de 15,3% inferior ao pico registrado há aproximadamente 15 anos.
Um dos principais obstáculos apontados pela federação é o custo do crédito. Com a taxa básica de juros, a Taxa Selic, mantida em 15% ao ano, o acesso a financiamento continua sendo um desafio, especialmente para a indústria de transformação, considerada mais dependente de crédito.
Nos últimos doze meses, enquanto o setor extrativo registrou crescimento de 6,3%, a indústria de transformação apresentou queda de 0,6%, ampliando a diferença de desempenho entre os segmentos.
Além das dificuldades internas, o cenário internacional também contribui para aumentar a pressão sobre a economia brasileira. De acordo com a Firjan, a possibilidade de novos choques nos preços de energia pode pressionar a inflação e reduzir o espaço para queda dos juros ao longo de 2026.
Para o economista-chefe da entidade, Jonathas Goulart, a construção de um ambiente macroeconômico mais estável é fundamental para fortalecer a indústria. Ele destaca que a organização das contas públicas e a redução do risco-paÃs são fatores essenciais para permitir a redução sustentável das taxas de juros.
Segundo o economista, esse cenário se torna ainda mais importante diante da recente aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia no Senado, que pode abrir novas oportunidades para a economia brasileira, desde que o paÃs consiga tornar seus custos mais competitivos.

